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Calor traz o incômodo do suor

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Calor traz o incômodo do suor

Uma das piores consequências do calor do verão é o suor!
Os atores das novelas que o digam. Quando estão no ar condicionado, tudo bem, mas e nas cenas externas? Eles passam o maior sufoco para gravar e precisam recorrer a alguns truques. “Só quem está no Rio de Janeiro sabe o que estamos passando”, disse a atriz Lilia Cabral, que é adepta dos lenços antibrilho e até do gelo para se refrescar.
Mas o que fazer nos casos de suor em excesso? Pois saiba que isso pode ser uma doença.

Para falar sobre o assunto, Ana Maria conversou com o médico José Ribas de Campos. “Suar é normal, é fisiológico. Mas algumas pessoas suam em excesso. Cada um nasce com uma carga genética de como suar”, disse o médico.

Segundo ele, em algumas pessoas o suor predispõe a uma contaminação bacteriana. “Mas o suor não tem nada a ver com o odor”, falou.

José Ribas falou que o desodorante é mais recomendado que o antitranspirante. “Para pessoas que suam mais aí é recomendado o adstringente ou o antitranspirante. Eles dão um conforto maior”, explicou.

O médico disse que, quando as pessoas estão nervosas, as glândulas sudoríparas trabalham mais rápido. “Por isso elas transpiram mais, mesmo sem calor”, contou.

Mas e quando o suor é excessivo em qualquer época do ano? Pode ser sinal da doença hiperidrose.

Normalmente, os pontos de suor são nas mãos, nos pés, embaixo dos braços e na cabeça. Não se sabe exatamente o que causa a hiperidrose. Mas o fator genético conta muito. De cada dez casos, 5 têm algum parente direto com a doença.

O sinal mais evidente da doença é quando o suor se concentra nas axilas. As roupas ficam marcadas, mesmo com o uso de antitranspirantes. Para a maioria das pessoas, o desodorante resolve porque tem substâncias que tampam os poros. Mas para quem tem hipedidrose, não adianta. Só com tratamento médico. Normalmente a primeira tentativa é com cremes e remédios.

Outra solução é a toxina botulínica, que bloqueia a transmissão nervosa que provoca a transpiração. Mas é necessário renovar a aplicação a cada 6 meses. O tratamento definitivo é o cirúrgico.